Filed Under (software livre) by rafaelgomes on 19-11-2008
A utopia descrita no titulo desse post é somente para atrair os fanboys que ainda esperam algo desse tipo. “O Ano do Linux” não existe e nunca existirá. Primeiro que o sistema é Gnu/Linux e depois que esse papo de que o Gnu/Linux irá dominar, um dia, a área de desktops, é no mínimo inviável, visto que seria necessário uma grande mobilização dos usuários, denominados finais, aqueles que não sabem e nem se interessam pelo seu crescimento.
Por que falo isso? Vejam quais as maiores reclamações dos usuários do Gnu/Linux. O Icaju relatou alguns deles, mas apenas para conhecer sua opinião, pois não é um bom parâmetro para uma discussão sadia, já que inicia o texto com uma expressão pejorativa, onde chama os ativistas do Gnu/Linux de “idolatradores do Linus Torvalds”, isso demonstra o sua falta de domínio sobre o que irá falar.
Resumindo:
1 – Problemas na compatibilidade de Hardwares.
2 – Instalação de pacotes/programas
3 – Compartilhamento de rede
4 – Acesso de arquivos a “partição Linux”.
5 – Compatibilidade com extensões proprietárias.
Vejam que todos esses problemas têm uma causa em comum, o grau de utilização desse sistema. Por que? Veja que apenas quando houver muitos usuários, haverá interesse para que todas as empresas apresentem versões para o Gnu/Linux. Isso já está melhorando, mas ainda é tímido. Veja que somente esse semana já tivemos algumas notícias dessa compatilidade. Primeiro a Microsoft informa que o Office online irá funcionar no Gnu/Linux, tudo bem que a compatilidade aqui é para o Firefox, mas tudo bem. Na segunda notícia tivemos o lançamento do alpha do Flash 10 para 64 APENAS para o Gnu/Linux. Ok, ele será lançado para o Windows também, quando estiver estável, mas veja qual a nova visão de algumas empresas, claro que isso após o crescimento da utilização dessa plataforma.
Com toda essa informações você pensa que teremos “o ano do linux” correto? Eu digo que não é tão fácil, esse aumento de utilização é de USUÁRIO, pelo menos a parte mais expressiva. E o que isso significa? Não muito,pois o Gnu/Linux precisa de COLABORADORES para poder crescer realmente, pois se as empresas transforarem tudo em produtos e não houverem mais voluntários, essa plataforma não será mais viável financeiramente.
O que posso dizer é:
Para agilizarmos a postagem de pacotes novos nos repositórios é necessário mais colaboradores. Os pacotes não tem vida própria, precisamos de pessoas para trabalhar com isso. Muitas delas fazem isso sem ganhar nada em troca. O mesmo acontece com a tradução e criação de interface, que muitas vezes é deficiente, pelo simples fato de que os desenvolvedores não são bons em designer.
Ou seja, acha que o Gnu/Linux poderia melhorar. Seja bem vindo para ajudar, pois sempre iremos precisar de novos colaboradores, ainda mais aqueles que já sabem quais sãos os problemas.
E esse papo de que deveria ter apenas algumas distros, isso é uma conversa antiga, que sempre “vem a tona”, mas posso dizer que a comunidade é livre o bastante para fazer o que quiser da maneira que achar melhor e isso não impede que um determinado software não seja usado na distro X, por que foi feito na distro Y. Só para acrescentar, isso é feito com frequência.
Ano do linux? Esquece…


Ao citar “idolatradores do Linus Torvalds” o autor estava se referindo aos defensores mais radicais do Software Livre, que defendem o software livre de uma crítica como se estivessem defendendo a própria vida, não aceitando-as, e crêem que quem tem que se adaptar ao sistema é o usuário e não o contrário. Quanto a falta de domínio sobre o assunto, é até esperada, já que se trata de um usuário iniciante.
Eu duvido muito que chegue o tão sonhado ano do Linux, mas creio que a base de usuários vai aumentar bastante em relação ao que é hoje, mesmo que o market share do Linux continue sendo pouca coisa ante o de outros SO’s, devido a popularização do Ubuntu e às políticas de distribuição de Linux OEM pelos fabricantes de computadores.
Um problema sério que o Linux enfrenta, na minha opinião, é a infantilidade da sua comunidade. Os usuários antigos não são receptivos em relação aos iniciantes e isso dificulta muito o aprendizado destes últimos. Muitos respondem perguntas de novatos ofensivamente, dão respostas erradas intencionalmente (“digite sudo rm -rf /”) entre outras coisas.
Uma coisa que é quase unanimidade: a comunidade pensa que o usuário tem que entender um sistema para poder usá-lo, um erro crasso. Existem usuários que querem apenas usar o computador. Por isso eu digo que uma distro está pronta para o usuário leigo quando esta lhe é entregue instalada e configurada. No mais, acredito que um bom sistema operacional deve ser fácil para o usuário que só quer usar Internet, email e MSN e ao mesmo tempo deve ser didático para o usuário que gosta de fuçar. Nesses requisitos o Kurumin é imbatível.
Concordo que a diversidade de distros é um aspecto muito bom do mundo do software livre, mas ao mesmo tempo sou contra distros que não acrescentam nada além de um papel de parede e um ou dois pacotes a mais, consumindo recursos e tempo que seriam melhores gastos em projetos úteis a uma quantidade maior de pessoas, ou empresas.
Levando em conta que é um texto de um inciante, é realmente comum a falta de algumas informações.
Sobre a comunidade não ser receptiva, isso não pode ser generalizados, pois a comunidade Fedora Brasil, na qual participo, é bastante receptiva.
Veja você mesmo no nosso portal:
http://www.projetofedora.org/
Taí, eu gosto do Fedora. Vou dar uma nova chance a ele de funcionar no meu hardware problemático (talvez o 11) e depois dou uma passada nessa comunidade pra conferir.
Seja bem vindo novamente!